Há anos que eu não viajo. A última vez foi para ver David Gilmour em São Paulo, 2015.

Achei São Paulo incrível e isso só confirma o quão da roça eu sou. Eu sinto falta das possibilidades de São Paulo, mas leio Clara Averbuck a tempo suficiente para saber que São Paulo é dura com as pessoas. Mas adorei São Paulo porque achei que seria um ambiente caótico e distopicamente cinza e chegando lá: árvores. Se Jacobina não fosse no meio de mil serras, São Paulo teria mais árvores que lá.

Infelizmente eu queimei a experiência de viajar para Salvador para sempre com esse negócio de ter uma rotina lá. Diferente de Florianópolis, Salvador se desgasta com a rotina. Florianópolis, por sua vez, só se desgasta com a impossibilidade de ser parte da minha vida.

Vivo planejando umas viagens de praia caribenha. As baratas, claro. Isso porque The repeating Island mexeu muito comigo e só li a metade até agora. A história do Caribe extendido é foda é real e explica tanta coisa que já pensei que sinto essa urgência de ir lá e ver com meus próprios olhos.

Você me pergunta por que eu estudo, eu estudo pra ir na ilha mais barata do Caribe. Sim, porque na minha cabeça as coisas estão conectadas. Mas só a terapia pra resolver essa conexão capenga.

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