Estou cansada.

É interessante ver o corpo incapacitado pelo cansaço. Principalmente quando o corpo não fez nada especial hoje. Não cozinhei nem fiz exercício. Só comi com Vi e dei comida para os gatos.

Temo ter chegado ao momento em que finalmente terei que atender aos pedidos do meu corpo. Certamente ele está cansado dos meus hábitos e de tudo o mais, o que era esperado, mas que eu recalcava.

Veja bem, eu peguei raiva de bons hábitos, mas parece que agora eu terei que DEIXAR DE SER REBELDE. É preciso ter muita coragem para continuar sendo rebelde até que a morte chegue e naturalmente eu não sou desse tipo de gente, principalmente porque quero realizar algumas coisas antes de morrer.

Eu nem li Almas Mortas, nem Viva o povo brasileiro, nem Guerra e Paz, nem terminei a obra de Dionne Brand e meu corpo está me impedindo de fazer isso. 

Em tempo: nós dois, eu e meu corpo, acordamos, passamos o dia juntos e dormimos. Passar os dias juntos aqui significa eu passar o dia implorando para fazer esta e aquela coisa e ele me proibindo de quase tudo. São tantas proibições, tantas inabilidades, que o que realmente conseguimos fazer juntos parecem apenas concessões mínimas de 1,60m de carne, ossos e sangue. 

Faz tempo que não estou sequer zangada por estar apenas cansada.

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