Ontem eu tive uma conversa que me deixou pensando.

Depois de um mês de correria por causa da Black Friday, saí pra almoçar com três pessoas que considero muito. Nesse almoço, conversamos sobre a viagem que um deles acabou de fazer pra Alemanha e comentaram sobre a cultura alemã de assumir os erros históricos cometidos para evitar que algo do tipo aconteça outra vez.

Depois disso, acabamos falando de outras coisas e falei um pouco do meu pai. Desde a publicação do meu livro, tenho pensado muito nele. Como eu entendo, hoje, coisas que ele falava e fazia e que eu não entendia. 

Penso na história dele e o que ele teve que superar para chegar onde chegou. Mesmo assim, ele nunca deixou a humildade de lado. Nunca se recusou a estender a mão para ajudar alguém que precisava.

Minha mãe me contou uma história em que ele estava comendo em um McDonalds e dois garotos entraram pra pedir um lanche. O gerente estava para os expulsar quando meu pai os chamou pra sentar com ele e falou que eles podiam pedir o que quisessem. 

Cada vez que penso sobre meus defeitos e qualidades, identifico como uma das principais virtudes a vontade de proteger e ajudar meus amigos e aqueles que são próximos a mim. Aquela coisa de faltar pra mim mas não deixar faltar para um amigo que precisa de ajuda.

Olhando para o passado, vejo que isso eu herdei dele.

Eu amo The West Wing. Quem me conhece sabe. Pra mim, é uma das melhores séries de TV já feitas e a melhor série de TV sobre política. Nela, em um episódio, o então aspirante a presidente dos EUA diz algo no sentido de “nosso código moral é a fé e luta por aquela regra que nunca foi escrita de que devemos deixar para nossos filhos um mundo melhor do que encontramos”.

Saí pra correr pra tentar desestressar desse mês puxado e só isso ficava na minha cabeça. Isso, essa conversa de ontem e muitas outras coisas que me fazem refletir. 

Percebi, afinal, que o que eu quero é expandir esse círculo de proteção e ajuda que meu pai me ensinou. Seja através de um projeto, de uma tecnologia ou uma ação. Com mais recursos, poder tocar mais gente e fazer a diferença na vida de mais gente. 

Eu sei onde um dia eu quero chegar. Eu sei que tenho capacidade de chegar lá. Posso não saber o caminho sinuoso que vai me levar até lá, mas tenho certeza que consigo.

Porque no fim, independente de quantas vezes você tropeçar e cair, o que realmente vai importar é quantas vezes você se levantou e estendeu a sua mão pra ajudar o outro. 

Isso foi o que meu pai me ensinou.

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