Eu comecei a dar aula na minha ex-escola nesse ano. 

Desde pequeno eu gosto de ensinar. Seja ensinar a matéria para meus amigos antes da prova ou criando vídeos de política no YouTube.

Eu também sou apaixonado pela minha escola. Foram os melhores anos da minha vida e sempre foi um sonho de vida voltar e retribuir um pouco para a instituição que me moldou em quem eu sou.

Dessa forma, bati na porta da diretoria no começo do ano e perguntei se eles não estavam afim de uma eletiva de Empreendedorismo. Parece que gostaram, já que me chamaram para dar outra aula esse semestre, dessa vez de Argumentação e Debate.

Tirando o fato de entender o lado dos meus professores e ver as coisas de outro ângulo, venho reparando uma coisa engraçada: faz 7 anos que eu me formei no Ensino Médio, mas as pessoas que estudaram comigo continuam lá. Não as pessoas mesmo, claro, mas os perfis.

Olho para um aluno que obviamente é inteligente pra porra mas não consegue articular direito o que quer dizer e lembro de uma pessoa.

Um outro garoto, também inteligente, mas que finge desinteresse por algum motivo. Talvez queira manter a vibe badboy. Também lembro de um assim.

Talvez por estar mais perto da idade deles do que dos meus professores, eu me veja refletido neles. Como falei em uma aula, não faz lá muito tempo que eu estava, literalmente, no lugar onde eles estão sentados. É uma mistura de nostalgia com querer ajudar da maneira que puder pra que eles tenham sucesso.

Como já disse Bowling for Soup: "High School Never Ends"

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comentários (2)

  • Eu nunca pensei que alguém usaria citação de Bowling for Soup. Adorei.

    Eduardo Coutinho 15/09/2017 @ 21h
  • Como professora, concordo demais com você. Eu me sinto mais próxima dos alunos do que dos colegas de trabalho, enxergo a mim mesma em alguns deles, vejo alguns colegas também. E na hora de ensinar ou mediar conflitos, eu sempre me coloco no lugar deles, pra lembrar como era estar desse outro lado e procuro não ser injusta. Pra mim a escola também foi um momento feliz na vida, tenho muita saudade e às vezes me estranho estando do outro lado da história.

    Denise Dias 18/09/2017 @ 13h