anna júlia, eu não te amo mais. e mesmo que amasse, não diria. e mesmo que dissesse, negaria. não a amo porque não quero, porque não devo, porque é o certo. te amar só me fez errar, pecar e sofrer. e se você me tem carinho, não me olhará com aqueles olhos castanhos que derretem minha alma, quando num domingo, atravessar sua porta e te disser: "anna júlia, eu não te amo mais." não adianta cantar esteban, marcelo ou renato, eu não te amo mais, e é isso. não me importa se você bebeu saudade, cachaça ou uísque, é domingo, e eu não te quero mais. é simples. cansei do teu cheiro, do teu jeito e do seu gosto. me devolva as lembranças, o tempo e as músicas as quais dividi com você. e se você me perguntar: "pô, ricardo, pra quê tudo isso?" vou te responder que cansei de ser seu refém, e que de cela, já basta a que aprisiona a alma. parece que eu não quero mais fazer parte do seu infinito, que não somos biologicamente compatíveis, que nem frida conseguiria pintar nossos sofrimentos em uma tela. é anna júlia, eu não te amo mais. pode soar repetitivo, eu só queria enfatizar. você me conhece, eu sempre fui cheio de vírgulas, e te digo anna júlia, parece que o ponto final finalmente deu as caras. não quero que me peça pra ficar, pra esquecer ou pra te amar. não quero seus sorrisos, suas coisas ou seu carinho. anna júlia, eu não atravessei a cidade da pressa, da correria, a cidade que faz faltar tempo e amor, pra pegar meu álbum dos smiths não, anna júlia, eu atravessei só pra te dizer que

 

 anna júlia, eu não te amo mais.

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