(texto originalmente publicado em 16/04/2014)

Venho por meio desta dizer, mais uma vez: parabéns, Ituano!

O acanhado (?) time da capital mundial do exagero fez sua última vítima do campeonato Paulista: o poderoso Santos, sensação da primeira fase, o time da oswaldia e alegria. Exagerou na luta, no sentimento, na raça. Exagerou no merecimento.

Hoje em dia, em meio a tantos problemas de arbitragem, campeonatos sendo decididos por erros ou ma fé, entre tantos maus-caracteres que exaltam o pensamento de ‘roubado é mais gostoso’, ver uma equipe aguerrida e unida, pequena e ainda assim fazendo história, acalenta a alma. Faz a gente perceber o que deveria ser obvio a todos nós: futebol é ganho por quem quer jogar futebol, e não quem quer fazer do time uma constelação de estrelas que brigam para brilhar sozinhas.

Se a equipe do Santos pecou, deve ter sido onde pecaram Corinthians, São Paulo e Palmeiras: confiar que tudo se resolveria do nada e que não era necessário fazer nada. O Ituano fez a própria sorte no campeonato, eliminou o Corinthians ainda na fase de grupos (lhe roubando a vaga para o mata-mata), o Palmeiras dentro do Pacaembu e DOMINOU o Santos na primeira partida. Ninguém sabia como controlar a “família Ituano”, como fez questão de frisar Alemão, zagueiro da equipe. E não havia como controlar: a raça sempre foi incontrolável.

Ver um time de estruturas modestas, da série D do Brasileiro, alçar um voo “exagerado” no torneio, foi inexplicável. Ver que ainda existe a fé, a raça, o “coração na ponta da chuteira”, é de arrepiar. Em época de contratações milionárias e nomes estrangeiros badalados, o Ituano mostrou que o recurso mais manjado da história segue funcionando: um time limitado em técnica, compensa sempre em coração.

Parabéns ao GIGANTE Ituano, GIGANTESCAMENTE merecedor!

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