Tirei inspiração pra esse texto depois de uma longa conversa com uma amiga minha, na qual eu a repreendia por se privar de muitas coisas por medo de como a história ia se desenrolar e falava que ela tinha que mudar porque isso era uma situação recorrente. Parei para pensar um pouco em todo tipo de amarras e barreiras que nos são impostas ou que às vezes impomos a nós mesmos, seja por proteção ou por privação mesmo, e em todos os casos que eu já vi nos mesmos moldes e resolvi por no papel ( ou na internet, mais especificamente) um pouco das minhas experiências/opiniões sobre o assunto.

Depois de uma desilusão amorosa de adolescente, passei a encenar o papel do solteirão convicto: não me aproximava de ninguém, não, melhor ainda, não me permitia aproximar de ninguém; curtia a vida sem compromissos ou prestar satisfações, tudo sempre com a consciência limpa de alguém que atesta para o mundo inteiro que não deve nada à ninguém. Até que chegou um fatídico torneio de baterias e... Bom, isso já é conversa para outro dia.

Vivi durante anos com essa barreira que eu criei para me blindar e vivi relativamente bem, sempre com a sensação de estar faltando algo, mas bem. Conheci no processo diversas pessoas que se protegeram de novas desilusões da mesma maneira e todas diziam estar bem, assim como eu.

Existem também aqueles que deixam de fazer coisas que gostam, de ter novas experiências e de conhecer coisas novas por medo do que outros acharão ou porque acham que decepcionarão os outros. Alguns que pela forma que foram criados acreditam que estão errados pelo simples fato de pensar diferente dos seus pais ou da sua comunidade. Existem aqueles que nascem, vivem e morrem em uma gaiola mental que lhes foi entregue e da qual eles nunca terão coragem de sair.

Pode ser chover no molhado, mas como já dizia Oscar Wilde: "Experiência é o nome que damos aos nossos próprios erros". Então vá, viva, erre, quebre a cara. Se apaixone uma vez na semana ou não se apaixone por ninguém. Faça tudo na cara de todos ou faça escondido, você é quem sabe o que é melhor para você. Não deixe que os outros decidam o que você pode ou não fazer, erre por conta própria, acerte por conta própria. Tenha lembranças boas e lembranças ruins, memórias inesquecíveis e aquelas que você tentará esquecer todo dia. Desate os nós que te prendem e quebre as paredes que te cercam.

Viva!

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