Os próximos dias passaram sem muita agitação na redação e nas ruas. Quer dizer, nenhuma agitação pra mim, porque uma série de chuvas fortes acabaram acabaram transformando alguns pontos de São Paulo em pequenas Atlantis, o que gerou um caos considerável. Por uns 10 dias, meu trabalho se resumiu a escrever sobre as asneiras que o presidente e a trupe dele faziam, o que convenhamos que não é um trabalho muito difícil.

    Como eu sei que vocês não dão a mínima pra isso, vou dizer de uma vez o que vocês querem ouvir: sim, eu e a Ana continuamos a nos falar, e com certa frequência. Ela não me chamou mais pra sair e eu não tive coragem de chamá-la, então ficamos nesse "chove-não-molha" (perdão pelo trocadilho) por mais de uma semana até que hoje ela me chamou pra sair pra comer alguma coisa. Depois de tanto tempo indo de casa pro trabalho e do trabalho pra casa por conta de chuva (e até uns dias de home office), eu estava precisando sair de casa. Sendo com ela, melhor ainda.

    Marcamos de ir em algum lugar na Mooca por ser meio do caminho pros dois. Sugeri um restaurante italiano que eu conhecia e que fazia um parmigiana excelente, ela adorou, disse que esse era um dos pratos favoritos dela e que podia ser lá sim. Combinamos as 20h, mas minha ansiedade em vê-la me fez chegar na porta do restaurante 19h30. Admito que fiquei sem saber o que sentir quando vi ela chegando 5 minutos depois

    Nos olhamos com um sorriso de surpresa e meio acanhado, nos abraçamos e entramos. Ana adorou o lugar, disse que a decoração fazia ela se sentir em casa e que o ambiente era muito agradável.Quando ela perguntou como eu conheci o lugar, achei que pegaria meio mal dizer que foi onde eu pedia Maria Júlia em casamento, então falei que um amigo de faculdade me levou lá uma vez.

    O jantar em si foi ótimo, a comida estava excelente, o vinho era perfeito e o papo fluía muito bem. Ela me perguntou como sobre a minha carreira e riu de como eu fui de analista gastronômico casual pra repórter de manifestações em dois dias. Ficou intrigada quando eu disse que fui casado por 7 anos e surpresa quando eu contei sobre a Jô. Ana me perguntou porque eu nunca tinha falado sobre ela com um olhar desconfiado, eu fui sincero e disse que de verdade não sabia, mas que eu já tinha tomado uma bronca da minha filha por causa dela. Rimos e ela disse que queria conhecer a Jô também quando eu contei sobre a pizzaria semana passada antes da coisa toda na São Bento.

    Saímos do restaurante conversando e dando risadas, quando Ana diz que queria continuar bebendo em algum lugar. Por reflexo, digo que tinha umas garrafas de vinho na adega de casa, ela então me olha com uma certa malícia e diz: "Então o senhor está me convidando pra ir na sua casa?". Com um sorriso meio sem jeito, digo que sim e que seria um prazer a companhia dela e que a Jô foi dormir na casa de uma amiga, então ela não tinha que se sentir desconfortável por causa disso. Ela sorri e então ,e diz "Mostre o caminho". Não sei direito se foi uma boa ideia...

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