É bem batida essa história de contar histórias baseadas no "se". Mas não tem como não pensar nisso quando me deparo com as situações nas quais vida e morte são protagonistas.

Bem estranho isso de querer me abrir contando tais histórias. Ao longo desses 4 anos, ouço sempre que a gente tem que aprender a segurar um pouco nossa empolgação/ansiedade, pra não sair falando tudo o que a gente vivencia. Porém, ao mesmo tempo, ficam insistindo na tecla de que a gente tem que se abrir pra não morrer sufocado com nossos sentimentos e sensações. Aí a gente fica meio perdido. Ainda não aprendi a manejar isso.

Enfim, cheguei na parte do "se".

Se eu tivesse acordado na hora, se eu tivesse saído 10 minutos mais cedo. Se não eu tivesse avançado o sinal vermelho pra chegar antes. Se eu não tivesse esquecido a carteira na mochila, se eu não tivesse esperado minha colega chegar. Se eu não tivesse levado a sério quando me chamaram na sala de emergência.

Se ele tivesse acordado atrasado, se ele tivesse saído de casa 10 minutos depois. Se ele tivesse feito outro caminho que não o de todos os dias. Se a arma do bandido tivesse falhado. Se a arma dele tivesse falhado também. Se a ambulância tivesse chegado antes.

 Se eu não estivesse lá. Se ele não tivesse que partir. 

E se essa história acabasse diferente? Com certeza nosso domingo seria diferente, mas o que seria de mim hoje?

Não sei, se eu soubesse, seria outra história. 

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