Outro dia peguei por alto duas pessoas conversando sobre deixar uma pessoa que se ama ir embora. Não sei o contexto, se era ir embora de casa, do país ou da vida, mas imediatamente eu entendi o que elas queriam dizer.

    Uma coisa é uma briga, uma traição, um erro sem perdão estragando tudo. Outra, completamente diferente e dolorosa de outra forma, é simplesmente não poder acontecer. Não acabou sentimento nenhum. Tá tudo ali, dentro de você. Mas simplesmente não pode acontecer.   

    Ele vai embora pra muito longe, fazer coisas que sempre quis, num lugar que sempre se imaginou sendo feliz. Essas coisas não me incluem, esse lugar não é aqui. A saudade grita dos dois lados, pulsa, perturba, mas ela não cabe no lugar que ele sempre quis estar, e eu não vou ser o motivo que faz ele querer voltar. Não mesmo.

    É tão difícil, mas tudo acontece na hora que deve acontecer. Foi porque tinha que ir, e a vida aqui segue. Com saudade ou não, amanhã é um novo dia, e a gente reaprende a dormir sem o peso da falta.

"Goodbye, brown eyes. Goodbye, for now.

Goodbye, sunshine, take care of yourself.

I have to go, I have to go,

I have to go, and leave you alone.

But always know, always know,

Always know, that I love you so,

I love you so."

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