O silêncio que se instaura é a prova de que nenhum dos dois lados está mais disposto a gritar. Seja por atenção ou saudade, por preocupação ou interesse, ninguém mais grita.

E você sabe onde moro. Sabe meu número, sabe onde estudo, sabe os lugares que frenquento. Conhece meus amigos. Conhece minha história, uma vez que você já foi parte dela. Reconheco, por fim, que o silêncio que se instaura é proposital. Ninguem quer gritar.

E eu gostava de te pintar nos meus dias, com a aquarela que fosse, mas agora está chovendo e não estou disposta a proteger sozinha toda pintura que se fez. Só se vê um pouco de tinta que se dissipou numa poça de água- ele, por fim, se dissolve e está desaparecendo por completo. 

Que vá. 

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