Desde o fim da minha graduação até os dias de hoje, no meu trabalho, sempre escuto "devemos lutar por uma escola democrática, o aluno deve ser o protagonista do seu aprendizado etc etc etc". Mas escola democrática pra quem? Pra quê?

A hierarquia dentro do ambiente escolar muitas vezes me faz refletir onde a gente pode encontrar (se é que encontra) a tal da democracia. Minha superioras (coordenadora, assistente de direção e diretora) são pessoas extremamente preocupadas com cada aluno. Quando eu digo CADA ALUNO é cada aluno mesmo! Elas conhecem a história de cada um, a vivência, a família, pontos fortes e fracos. É um trabalho que admiro muito. 

Mas, tenho percebido no dia a dia que aquele ditado "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" está mais presente do que deveria. Sinto que a mesma mão que nos dá auxílio e carta branca pra ensinar é a mesma que poda e julga. 

De todas as situações, a que mais me incomoda é a tentativa de estabelecer uma "diplomacia" mascarada de autoritarismo. E aí volto a pergunta inicial: escola democrática pra quem? Até onde vai a tal da democracia? Uma resposta possível seria o "manda quem pode e obedece quem tem juízo"?

Talvez eu esteja sendo muito boba em ficar pensando, articulando e reclamando aqui. Isso é consequência da minha falta de experiência. Talvez, se eu tivesse aproveitado mais, se importado e procurado mais durante a graduação, não estaria querendo arrancar os cabelos agora. Mas já foi.

A última semana foi bem conturbada, várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, noites mal dormidas...mas recebi um conselho de uma professora que levarei para a vida: "Prô, faça sempre o que você acredita."

E é o que eu tentarei fazer.

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