A cada ano que passa percebo como a vida é realmente feita de ciclos. Demorei pra reparar que 2017 foi nada mais que uma continuidade de um ciclo que se iniciou em 2016. Um ciclo ruim, difícil, mas que foi necessário para o meu crescimento profissional e pessoal.

Neste ano que está acabando, eu comecei e terminei um relacionamento que me trouxe arrependimentos, apesar dos momentos bons. Porém, junto com isso pude ter a presença de pessoas muito queridas na minha vida. Algumas se foram, mas outras permaneceram e isso me deixa muito feliz.

Sobre as amizades, uma treta foi começada no fim de 2016 se arrastou por 2017 e estive a ponto de perder grandes amigas. Talvez o fato de eu estar ocupada com outras coisas e pessoas que não mereciam minha atenção fez com que a situação chegasse a este ponto. Felizmente conseguimos resolver e tudo se acertou. Mais uma vez tirei uma boa lição de um grande problema.

Ainda sobre amizade, uma grande decepção abalou o que sinto por uma amiga. Não sei se tem volta, não quero pensar nisso agora. Mas fico triste pelo descaso da parte de alguém que sempre quis bem e tentei ajudar das melhores formas possíveis. Paciência…

Descobri que ser professora é o que eu quero pra vida. Por mais difícil e desafiador, o ato de educar me encanta, acredito numa educação justa, digna e transformadora. E eu quero fazer parte disso.

Academicamente assumo que estou desmotivada. As situações que aconteceram comigo no último mês me fizeram repensar se eu estou no lugar certo. Sei que tenho ótimas pessoas ao meu lado, mas talvez depois de cumprir minhas obrigações seja a hora de deixar o mundo acadêmico...Isso também é algo que não vou conseguir resolver agora, mas as ideias ficam rondando a mente.

Falando em mente, depois de muito sofrer percebi que precisava cuidar da minha. Fui atrás, procurei ajuda e está dando certo. Meu desejo é que todo mundo possa fazer isso também. Aprendi que não sou a solução dos problemas dos outros, que não sou mãe de ninguém, que não devo abraçar o mundo e, principalmente, devo sim afastar quem e o que não me faz bem, doa a quem doer. Emocionalmente, 2017 foi um ano sobrecarregado e isso refletiu inclusive na minha saúde física. Estou aprendendo a lidar e acredito que as coisas estão se acertando.

Para 2018, vou continuar esse processo de auto-conhecimento. Resolvendo isso, todo o restante ficará encaminhado. Vou me esforçar pra ser uma amiga melhor, uma filha melhor, uma colega de trabalho melhor. Mas dentro das minhas possibilidades, respeitando meus limites.

Sobre 2017, eu só tenho a agradecer. Depois de tanto reclamar, vi que muitas coisas foram necessárias acontecer pra que eu chegasse onde cheguei. E é isso aí, segue o jogo.

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