E foi quando eu me encontrei que me desencontrei.

Eu achei que seria melhor quando eu entendesse o que se passa dentro do meu peito.

As borboletas, as cicatrizes,

As paixões

.

Eu mesma.

Eu não faço o menor sentido para mim ou para o mundo, não tem nada que uma gota não explique. Mas eu sou o que a gota não explica.

Eu sou errada.

Sou a pessoa errada para um mundo errado.

Poesia sem poeta, largada.

Jogada na rua como uma letra abandonada.

Eu me entendo e não amo o que eu conheci. 

O problema no final de tudo sempre esteve dentro de mim e sempre vai estar porque não vou me desvencilhar de mim mesma.

A morte não é uma opção mesmo que por vezes eu esteja a beira disso.

É aguentar viver uma vida em que eu não faço sentido não importa aonde eu esteja. Tudo bem.

Já foi.

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